Você conhece suas crenças??

 em Orientação Profissional, Psicologia Clínica

Todos temos, mas talvez não fomos apresentados à elas até o momento… então deixe-me fazer as honras…

Nossas crenças (não especificamente as religiosas) são construídas desde nossa infância e estão em constante formação. A medida que o tempo passa, nós vamos confirmando cada uma delas, através de nossos próprios comportamentos, e isso vai contribuindo para que elas se fortaleçam… quanto mais forte ela for, mais enraizada… quanto mais enraizada, mais nós confirmamos nossas “teorias”… e o ciclo se torna vicioso… tornando-se cada vez mais difícil de adaptá-las…

Na prática, nossas crenças definem como nós enxergamos o mundo, os outros e principalmente a nós mesmos, e a partir disso como eu me sinto e como eu ajo e/ou reajo às circunstâncias. Qual é o sentido que eu dou para cada situação, emoção, etc.

Iniciei o texto dizendo que todos temos, e SIIIMM, TO-DOS TE-MOS!!! A questão é identificá-las e entender o quanto podem ser disfuncionais, ou seja, o quanto alguma ou algumas delas podem interferir na forma de nos relacionarmos, em nossas tomadas de decisões, em nossas escolhas, em nossa qualidade de vida, e em qualquer outra esfera de nossa vida, de forma que nos atrapalhe. Quando passamos à conhecê-las muita coisa passa a fazer sentido… reações emocionais, repertórios comportamentais, a forma como rejeitamos algo e nem entendemos o por que, o padrão de relacionamentos, alguns medos, entre tantas outras coisas!

Ex: se eu tenho uma crença de que sou incapaz, é muito provável que eu serei bombardeada por pensamentos de incapacidade quando for realizar algum trabalho, principalmente se for uma atividade nova e desconhecida. Pode ser que me compare à outras pessoas, pode ser que eu me sinta inadequada ou até mesmo me sinta mal fisicamente. Talvez, eu posso até me auto sabotar, sem perceber, e provar pra mim mesmo que eu realmente não sou capaz.  E o mais interessante é que sem notar todo esse ciclo, muito provavelmente eu ficarei triste por não ter conseguido e talvez até me questione: por que os outros conseguem e eu não?

Identificar as nossas próprias crenças não costuma ser uma tarefa fácil, e a modificação de qualquer sentido, pensamento, emoção ou comportamento faz parte de um processo! Não é instantâneo… não é em uma conversa… não é fruto de uma técnica… não é mágica!

Se você percebe que tem algo em sua maneira de pensar, de agir, de ser, que te incomoda ou que tem sido alvo de feedbacks válidos, e que podem ser conteúdos de reflexão, comece a prestar atenção no que ocupa sua mente nessas situações específicas. O que você pensa quando isso acontece? O que sente? Como se comporta?

Notou que precisa entender melhor tudo isso? Procure um profissional que possa te ajudar. Não precisamos ter uma demanda patológica (de doença) psicologicamente, para nos darmos a oportunidade de nos conhecermos melhor, e por que não melhorarmos nossa qualidade de vida!

Psicólogos, mais especificamente os que trabalham com a abordagem Cognitivo Comportamental, podem te ajudar à identificar suas crenças, entender o sentido de emoções e comportamentos que te incomodem, criar estratégias de enfrentamento para situações que não podemos modificar, entre tantos outros ganhos.

Entender como isso se aplica à sua vida e o potencial transformador  desse conhecimento, pode ser o início de uma mudança que você entende como necessária, mas que não sabe por onde começar… pode ser o fio da meada pra que muitas coisas se renovem!!

Pense nisso!!

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